30
Ago 10

Esqueci-me de um pormenor. Onde ia encontrar a Luísa? Dela nada sabia e precisava mesmo de falar com ela. Não para arranjar confusões mas para lhe dar um murro naquela cara de… “Calma Catarina, calma” pensa para mim. Tinha que fazer um plano, mas bem feito. Fui ter com o David para ele não estranhar mas já tinha tudo planeado. Ela não sabia com quem se tinha metido. Entrei dentro do carro e fui para casa. Ainda estavam há minha espera.
-Desculpem o atraso.
-Não faz mal amor. O Ruben é que estava já a desesperar.
-Desculpa lá, vamos onde?
-Não sei, tens alguma ideia Catarina?
-Podíamos ir ao “Hard Rock Café” que acham?
-Por mim meu anjo, vamos onde você quiser.
-Está-se bem. Vamos aí então…
Entrei dentro do carro do David e o Ruben foi no seu.
-Já ligas-te para o banco?
-Sim. Eles dizem que mandam outro cartão.
-Ok.
-Estás muito calada.
-Não estou não.
-Estás sim…
-Ó, está bem.
-Vens na Lux.
-Hã?
-Na revista.
-Hã?
-Na capa.
-Hã?!
-Sim, vem a dizer que te abandonei e que sais-te de casa e que estás a passar um depressão.
-Yeah!! Lindo!! Agora a minha mãe vai saber! Dá-me o teu telemóvel.
-Está no meu bolso, podes tirar.
-O que tu queres sei eu. – Tirei o telemóvel do bolso das calças do David. Procurei o nome da minha mãe, nada. – Não tens o numero da minha mãe?
-Tenho sim.
-Então qual é?
-Sogrinha.
-Isso fica tão mal David. – Disse ao mesmo tempo que me ria e tentava procurar o nome dela – Aqui está! – Chamei para ela. – Sim mãe?
“Filha! Como estás? Já te telefonei tantas vezes e não atendes! O que fazes com o numero do David?”
-Mãe é só para dizer que tudo o que vem nas revistas é mentira e perdi o telemóvel.
“Bem, isso ao menos é teu, perder o telemóvel. Vê lá se não perdes também o teu namorado”
-Mais depressa perco a minha cabeça mãe.
“Está bem filha. Olha, vou ter que desligar. O António está na porta”
-Ainda bem mãe. Aproveita o dia com ele. Beijinhos!
“Beijinhos filha, obrigada.” Lembrei-me de uma coisa quando ela disse o nome de António. António também era um professor da universidade, António Serra.
-Bolas!!
-Que foi?
-Hoje era o trabalho prático.
-Do quê?
-Da universidade.
-Ah…
-Ah…? É isso que me tens para dizer? Ah…?
-Sim… Ah…
-Não gozes.
-És sempre a mesma coisa. E de quem era a aula.
-Do Rogério…
-Estás lixada.
-Obrigadinha meu amorzinho. Ainda por cima perdi todos os meus contactos.
-Só precisas de um.
-De quem? – A resposta era obvia mas tinha que perguntar.
-Do meu.
-Está bem… - Senti o telemóvel do David a tremer. Era uma mensagem. – Posso ver?
-Sim claro.
“Então, ela acabou contigo não foi? Eu avisei, não quiseste ouvir. Vais acabar comigo por isso que tal despachar as coisas? Vem ter comigo daqui a duas horas à praia. Beijo”
-MAS QUE LATA! QUEM É QUE ESTA GAJA PENSA QUE É? É DESTA!! É DESTA!! JÁ NEM DEUS ME SEGURA!!
-Que se passa?
-É a tua amiga! Otária! Eu vou-me a ela David! Eu vou me a ela!
-Não vais nada e da cá o telemóvel. Para ela só tenho uma coisa. Apagar mensagem.
-Ai que raiva! Ela não tem vergonha na cara? Que pu…
-Catarina! Calma! – Interrompeu David – Ignora.
-Ok, está bem…
-Tu não vais estar quieta pois não?
-Que achas?
-Catarina… Não podes fazer isso. – David tinha razão. Ele depois é que ia ficar com o nome manchado e não o podia fazer.
-Tens razão. Ok, mas se ela te mandar outra mensagem…
-Já sei… Não vai.

Hard Rock Café, 13:45

-Então, já pensaram no que vão comer? – Perguntava Ruben
-Já tinha saudades de vir aqui…
-Eu quero um hambúrguer.
-Eu também quero um. – respondia Ruben
-Eu quero crepes.
-Crepes? Vais comer aquilo outra vez Catarina?
-Sim. É super bom!
-Se ela gosta é melhor nem dizer nada Mano.
-Está bem…

14:50

-
Bem, o almoço foi muito bom mas eu tenho que ir. Tenho mais que fazer… - Dizia Ruben
-É, é, eu entendo.
-Eu não…
-Nem vais saber. Se lhe contas David, estás feito comigo.
-Se não me contas David, estás feito comigo!
-Eu não tenho nada haver com isso. Fala com ele!
-Quando tiver o telemóvel falo contigo…
-Está bem. Adeus – Ao mesmo tempo cumprimentava-me e dava um abraço ao David.
-Que vamos fazer nós agora? – Perguntava a David.
-Podia-mos ir comprar ao teu telemóvel. E que tal?
-Por mim…
-Vá que eu vou jogar fora neste fim-de-semana e quero falar contigo.
-Azar o meu. E os meus anos?
-Eu vou no sábado e volto no mesmo dia.
-Não gosto nada quando vocês vêm à noite.
-Porquê?
-Porque não! Sei lá… De dia era muito melhor.
-Nós vamos pela auto-estrada. Não há problema.
-Óh, está bem…
-Vá, entra dentro do carro. Vamos comprar o teu novo bichinho.
-Bichinho? – Entramos no carro e o David começa a conduzir.
-Sim…
-Está bem, vai-te substituir?
-Gracinha. Queres ir onde?
-Não sei… Tenho que ir ao Estádio tratar de uns assuntos…
-Do quê?
-Quero-me informar de umas coisas.
-Do quê?
-Não sejas chatinho.
-Não sou chatinho, sou teu namorado e quero saber o quê.
-Então, quero saber se não têm um trabalho para mim.
-A fazer o quê?
-Sei lá. Qualquer coisa…
-Ok, vamos lá e falas com um superior de lá… Mas querias mesmo o quê?
-Não sei, qualquer coisa… Mas preciso de arranjar um emprego.
-Mas não vais desistir do curso pois não?
-Não. Mas preciso de um emprego. Odeio que sejas tu a pagar tudo. Vamos comprar alguma coisa, és tu que pagas. Vamos passar uns dias fora, és tu que pagas. Vamos sair, és tu que pagas.
-Impressionante! Quantas mulheres não gostavam de estar no seu lugar. De estar sentadas na cadeira a ver televisão, de irem ao SPA quando quisessem, de irem ao ginásio quando lhes apetece e tudo às custas do marido e você saiu-me assim. Chiça…
-Não sou assim e sabes disso. Enjoa-me só de pensar que há pessoas assim. Eu amava-te nem que fosses um pedreiro.
-Mas achas que nos íamos conhecer se eu fosse um pedreiro?
-Porque não? Se Deus nos quer juntos tanto faz que sejas pedreiro ou jogador. Ele ia-nos juntar.
-Sim, talvez…
-É o destino meu amor, já foi traçado.
-Está bem. Vamos ao Colombo então?
-Sabes que adoro ir lá.
-Pois sei, se fosse por ti vivíamos lá.
-Sabes, não era má ideia.
-Ui, que ideia… Mas sabes, quando nos casarmos temos que mudar de casa.
-Porquê?
-Porque a nossa casa é um T1 e eu quero começar a construir família.
-Ah, sim. E também para quando a tua mãe vier cá ter sitio para ficar.
-Sim.
-Mas, nem sabes se estás cá para o ano.
-Sei sim. Se Deus quiser sim.
-Ó e se Deus não quiser?
-Logo se vê está bem?
-Mas uma casa não é brincadeira David, implica muito dinheiro…
-Eu sei. Mas estou disposto a correr o risco.
-Então e agora, falando do assunto família, quantos filhos queres?
-5
-Hã?!
-Cinco. Você sabe, a mão cheia.
-Quantas mulheres vais ter?
-Andas com umas piadas…
-Eu sei, mas cinco? Eu estava a pensar numa família de quatro pessoas. Dois filhos sabes? Uma rapariga e um rapaz. Ele chamava-se Gabriel e ela Maria.
-Já pensas-te nisso tudo?
-Sim! E podes mudar o nome dele mas ela tem que se chamar Maria.
-Então e se sair dois rapazes.
-Só descanso quando sair uma rapariga.
-Ah, então está bem. Quatro rapazes e uma rapariga, sendo ela a última a nascer.
-Tu tens a noção o que é ter cinco filhos? É que, o parto dói!
-Eu sei… Mas eu gostava muito de ter cinco filhos.
-Aquilo deve doer mesmo! Quer dizer! É um bebé a sair pela… Por amor de Deus! Cinco vezes?!
-E ela podia-se chamar Maria e eles Anderson, Gabriel, Joel…
-E depois a casa tem que ser enorme e cinco crianças em casa é um grande desafio! É a escola, a comida, o futebol para os rapazes, o ballet para as raparigas. E depois é tudo uma grande desarrumação e sabes como eu odeio desarrumação. E depois a preocupação se eles estão bem ou não.
-Outro podia-se chamar Ruben que achas?
-Já para não esquecer que eu não iria parar de trabalhar e que cinco crianças implicava cinco carrinhos, cinco cadeiras e cinco lugares no carro, ou seja, uma daquelas carrinhas horríveis!
-E o Ruben e o Gustavo tinham que ser padrinhos.
-Tu estás a prestar atenção ao que estou a dizer?!
-Sim. Mas pensa assim, são cinco filhos nossos. Nossos. Cinco meninos…
-Incorrecto, quatro meninos e uma menina. Quero uma menina!
-Pronto, quatro meninos e uma menina maravilhosos, lindos.
-Mas, aí… Depois vê-mos isso.
-Quero cinco filhos.
-Já entendi.
-Cinco…
-Pois claro! Cinco! Não és tu que vais estar a tê-los no parto! Já agora onze para fazer uma equipa de futebol.
-Não, cinco já dá para fazer uma de futsal.
-Vai-te catar. Cinco é muito…
-Por favor…
-Não é um favor… Se Deus quiser serão cinco. Depois vê-mos o que o futuro nos reserva.
-Cinco no mínimo…
-David! Já chega!!
-Está bem…

publicado por acordosteusolhos às 23:14

comentários:
Concordo com o david ... 5

mais*****



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rita (miscarúúú) a 30 de Agosto de 2010 às 23:25

Jornais e Luísa, que duas pragas. -.-
O que eu me ri com a conversa dos dois. São um máximo. :D Beijinhos!
- Sara a 30 de Agosto de 2010 às 23:30

OMG xD eu estou a chorar de tanto rir , cat x'D
ADOREEEIIII ESTE CAPITULO :D
continuaa :)
sofia a 30 de Agosto de 2010 às 23:37

Este capitulo está de Morrer a Rir...

Aquela Discussão *-*
Ana a 30 de Agosto de 2010 às 23:38

Só riso agora, estes dois .. meu deus! ;)

Rita a 30 de Agosto de 2010 às 23:49

Mais um capitulo fantastico...
A Catarina sempre igual a si própria :D muito me ri com esta discussão.

Adorei**

Bjinhos
a 4 de Setembro de 2010 às 17:06

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