04
Set 10

Senti o meu coração a parar, as lágrimas a virem-me aos olhos, os meus joelhos tremiam e parecia que ia cair. Não sabia o que fazer, não sabia como falar naquele momento. Parecia que o mundo tinha parado, que as ondas tinham parado de bater nas rochas. Levei as mãos à cara para limpar as lágrimas. Não conseguia dizer qualquer género de palavra, abracei-o com todas as minhas forças. Estava a ser o momento mais especial de toda a minha vida.
-Woow, cuidado com o anel, pode cair!
-Sim, aceito. Aceito David. Quero ficar toda a minha vida a teu lado. – Estava a chorar, agarrada ao David. Ficava naquele lugar para sempre. O David agarrou-me e beijou-me. Levantamo-nos os dois e David agarrou na minha mão esquerda e tirou o anel da caixinha e colocou-me no dedo o anel. Era de ouro branco e tinha um pequeno diamante. Era lindo.
-Gostas-te?
-Amei David, ainda estou a tremer. Melhor prenda que me podias ter dado, não sabes o que isto significa para mim.
-Sei pois, nem imagina como eu estava. Passei todo o jantar nervoso, ainda por cima aquele seu amigo Ricardo percebeu logo tudo!
-Ah, afinal era por isso que ele se riu! O teu tique nervoso denunciou-te.
-Parece que sim. – David agarrava-me e punha-me na sua frente, virada de costas para ele. À nossa frente havia o mar e o reflexo da lua – foi assim que você sonhou?
-Não, o meu sonho era muito mais simples. Isto superou tudo o que eu alguma vez poderia ter sonhado. Lindo… Não estou a sonhar pois não?
-Não, é tudo verdade. Nem imagina o quanto feliz eu estou.
-E eu! Aii! Estou ansiosa para organizar tudo, de comprar o vestido, de escolher os convites!! Vai ser o casamento mais lindo que alguma vez já viste!
-E eu vou participar nele, que bom! – Arrepiei-me, estava muito frio no cabo. – Você está cheia de frio. Quer ir embora?
-Se pudesse ficava sempre aqui, agarrada a ti.
-Mas está com frio não é?
-Sim, um pouco.
-Então vamos. Foram muitas emoções só para hoje...
Fomos todo o caminho a falar do casamento, não do casamento mas sim da maneira como eu queria ir. Que queria uma menina pequenina para levar as alianças, que queria um vestido branco, que queria ir de carroça.
-Então mas onde vai ser o nosso casamento?
-Onde? Como assim David?
-Aqui ou no Brasil…
-Não sei… Acho que o melhor era fazermos uma cerimónia lá e cá. Que achas?
-Não vai ficar muito caro?
-Não acho, fazemos coisas mais pequenas Assim escusamos de estar a pagar bilhetes de avião. Mas depois logo pensamos nisso. Temos muito tempo para pensar.
-Quando é que você estava pensando casar?
-Não sei, tens alguma ideia?
-Para Junho ou Julho.
-Não é muito cedo?
-Não acho.
-Então, temos que nos despachar… Tenho que começar a organizar as coisas.
-Não disseste que querias coisas pequenas?
-Sim, mas um casamento é muito complicado de se organizar. Precisamos da lista de convidados e assim… é muito complexo e para além disso quero que seja perfeito.
-Pois, eu deixo essa parte para você e para as nossas mães.
-Não não menino David! Tu vais-me ajudar. É o teu casamento também.
-Ok, está bem… Se soubesse que você ia tagarelar tanto sobre o casamento nem tinha dito nada. Tinha levado você directamente para o casamento…
-Está bem. Eu calo-me.
-Não precisa de se calar, eu gosto de ouvir você a falar, fala como se fosse a mulher mais feliz do mundo.
-E quem disse que não sou?
-Você ainda não disse nada disso…
-EU SOU A MULHER MAIS FELIZ NO MUNDO!! – Gritei já à porta do prédio. Ouvi logo de seguida os estores a levantarem-se em todo o prédio e as pessoas a espreitarem mas nenhuma disse nada. Baixei a cabeça quando oiço uma voz vinda de cima.
-Ouve lá mas tu hoje não te calas Catarina?! – Dizia Edu, que gritava do primeiro andar.
-Desculpa, mas eu sou mesmo a mulher mais feliz do mundo!
-Porquê?
-Vou casar!! E com a pessoa mais perfeita em todo o mundo!
-Vais casar comigo?
-AH-AH gracinha Edu, vai casar comigo. Não dá para ver logo?
-É… Convencido o meu vizinho. Então felicidades e não te esqueças de me convidar para o casamento! Mas agora, vão-se deitar e em silêncio, quero dormir.
-Claro Edu. Beijinhos, boa noite.
-Boa Noite.
Subimos os dois agarrados um ao outro, a noite foi magnifica. Nada melhor do que transmitir a felicidade que ambos sentíamos através do Amor. Não havia palavras para descrever a noite. Quando acordei de manhã para ir para a faculdade, David ainda dormia e como o treino era só às dez horas não o acordei, apenas revi o telemóvel dele a ver se tinha o despertador para as nove. Confirmado que ele tinha alarme sai de casa, toda vaidosa com o meu anel lindo. Cheguei à faculdade e reparei com a Lúcia à minha espera.
-O Ricardo já me contou! Parabéns!
-O Ricardo?
-Sim, eu.
-Que estás a fazer aqui? Não tens trabalho?
- Desmarquei tudo, tinha que festejar este momento não é?
-Vais casar!! – Gritava a Lúcia no meio da rua.
-Pois vou! – Não consegui conter a alegria que sentia – mas vamos falar disto baixinho. Agora tenho que ir para as aulas ok?
-Claro, eu também… - Dava-me um beijo bochecha e ia-se embora.
-Tu já sabias, não sabias?
-Sim.
-Irritas-me profundamente.
-Também sei isso, mas gostas-te da surpresa dele?
-Amei! Eu vou casar! – Disse ao mesmo tempo que saltava para cima dele e abraçava-o.
-Eu sei. Mas agora, vai para as aulas. Eu tenho que ir outra vez para o meu trabalho.
-Ok. Boa sorte – Dei-lhe um beijo de despedida e fui para as aulas. Nas aulas tudo correu normalmente, toda a gente comentava o sucedido mas já estava habituada. Ao fim de alguns meses, habituamo-nos aos olhares e aos comentários. Nunca gostamos mas habituamo-nos à ideia, só assim conseguimos viver normalmente. Sai da universidade era 13 horas, não me apetecia mais ouvir os professores com as suas grandes palestras. Despedi-me de alguns amigos e dirigi-me para o carro. Na minha cabeça só havia o meu casamento e mais nada. Cheguei ao carro e havia mais um papel. Já não estava a gostar da brincadeira, dois dias, dois papéis. Desta vez o que estava escrito no papel deu-me um arrepio e senti todo o meu corpo a tremer. “Casamento? Será que haverá mesmo um?”. Fui para casa, assustada. Não queria pensar naquele papel, só queria pensar que era uma pessoa com uma piada de mau gosto. David ainda não tinha chegado a casa. Devia comer com os seus colegas de equipa. Com algum tempo livre decidi ligar à família para contar as novidades. A minha mãe festejou que nem uma doida, a novidade tinha sido muito boa para ela mas já no final da conversa a sua voz ficou estranha, perguntava-me se não seria rápido demais mas já sabia que ia para a frente com o casamento e não havia nada a fazer. O meu pai já não reagiu da mesma maneira, foi mais “Vais o quê?”. Mas ao final de meia hora ao telemóvel com ele, ele aceitou a decisão, afinal de contas eu era a filha única dele e ele aceitava tudo o que eu dizia. Compreendia a situação dele, não queria perder a sua filhinha mas ele tinha que aceitar a minha decisão, o David era o homem da minha vida. Já eram quase duas horas e meia quando o David chegou a casa.
-Olá meu amor!
-Olá. – David dava-me um beijo, como fazia sempre quando chegava a casa.
-Que se passa?
-Deixaram-me outro bilhete no carro.
-Que dizia o bilhete?
-Casamento? Será que haverá mesmo um?
-Quem é o palhaço que andará a fazer isso?
-Não sei. Mas esquece, estou me a lixar.
-Ainda bem.
-Já avisei os meus pais.
-A sério?
-Sim. E tu?
-Eles já sabiam. Já lhes tinha contado.
-A sério? E como reagiram?
-Acho que já sabiam que isto acontecer. Então apoiaram-me. A minha irmã até me ajudou a escolher o anel.
- Que bom.
-E os teus pais?
-A minha mãe reagiu bem mas depois perguntou se não era cedo demais mas lá aceitou. O meu pai foi mais complicado mas aceitou.
-Acha que eu devia pedir ao seu pai? Como se fazia antigamente?
-Não! Não mesmo! Já sabes que eu odeio essas coisas. Gosto muito da minha independência e o meu pai só tem que aceitar que só serei feliz a teu lado.
-Ok… Nem vale a pena discutir o assunto não é?
-Sim, nem vale a pena. Olha, hoje vou ao apartamento da Lúcia e devo ficar por lá a dormir. Ela anda em mudanças e como o namorado dela está fora do país vou eu ajuda-la.
-Não querem ajuda?
-Não, vou eu e o Ricardo. Vai ser uma reunião de antigos amigos.  Vamos mais falar do casamento do que arrumar alguma coisa.
-Ok, já entendi então. Eu vou ver se o Gustavo não tem nada para fazer e devo ir mais ele e o Ruben comer qualquer coisa.
-Ainda bem. Bem, vou andando. Ficas bem?
-Claro que sim. Vou sentir muitas saudades suas mas sobrevivo.
-E eu tuas David. Vai ser só umas horas. Amanhã tens treino a que horas?
-Às 17 horas.
-Uh! Que bom. Então de manhã és meu.
-Sem qualquer problema. – Dei-lhe um beijo e fui-me embora, com muita dificuldade, queria ficar com ele.

 

 

(Nem tive tempo para rever o capitulo, se encontrarem algum erro digam-me. Não sei quando irei pôr o outro. Estou muito atrasada. Isto de aproveitar os ultimos dias de Verão dá trabalho :D)

publicado por acordosteusolhos às 21:17

comentários:
Ca para mim é a Luisa que anda a deixar os bilhetinhos mas nada que separe aqueles dois :D. Esta muito bom este capitulo alias como tdos os outros.
mia a 4 de Setembro de 2010 às 21:33

eu acho que , ou é a luisa , ou é o rapaz da biblioteca xD
sofia a 4 de Setembro de 2010 às 21:41

muito bom , cat :D
continua :b
sofia a 4 de Setembro de 2010 às 21:39

Este capítulo fo itão lindo, mas ando a ficar um pouco desconfiada dos bilhetinhos para quando a verdade?
estou mortinha por saber quem é :)
Continua assim
Beatriz a 4 de Setembro de 2010 às 21:48

Adorei este capitulo, muito bom mesmo :D Tou doida para chegar o casamento destes dois, vai ser perfeito *_*
Os bilhetes é que já me estão a deixar curiosa, mas quem será hein??

Bjinhos

a 4 de Setembro de 2010 às 23:28

Esta história dos bilhetes anda a ficar muito estranha. s: Que é que virá por aí? Mais um capitulo óptimo, Catarina! Beijinhos
- Sara a 5 de Setembro de 2010 às 01:52

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