10
Set 10

“Voo para Madrid com uma hora de atraso. Chegada prevista para as duas da manhã.”
Tinha aterrado em Portugal. Queria ir ter com o David. Era já uma da manha de sexta-feira, não fazia a mínima ideia se o David ia ter jogo Sábado ou Domingo mas não me importava. Sai do aeroporto carregada com a minha mala que nem era de trolley mas sim daquelas com alças. Tinha levado tanta roupa para tão pouco tempo! Nem devia ter ido e agora culpava-me por isso tudo. Chamei um táxi, queria chegar depressa a casa. Apanhei logo o primeiro que me apareceu. Estava tão feliz que contei tudo ao senhor do táxi, o senhor por sua vez deve ter apanhado o susto da sua vida. Ele olhava para mim com os olhos arregalados, falava tão depressa que nem os espanhóis conseguiam bater-me.
-Já chegamos! Que bom! – Dizia o taxista.
-Desculpe lá. Quanto é?
-Dez euros e cinquenta cêntimos.
-Mas aqui só marca sete euros.
-Os outros três é por causa da dor de cabeça que vou ter de amanhã por causa de você.
-Ok, tome lá.
O taxista, mal eu sai do carro foi-se logo embora, talvez me tenha entusiasmado um pouco. Cheguei à porta e lembrei-me que não tinha chaves, tinha deixado na casa do Ricardo. Não podia tocar à campainha assim perdia a piada. Toquei à campainha mas do prédio do Paulo e do Edu. Toquei uma vez, nada. Duas vezes, nada. Toquei cinco vezes seguidas e ouvi o estore a subir.
-Quem é? – Perguntava Paulo com os olhos ainda meio fechados.
-Paulo! Abre a porta!
-Que estás a fazer? Não tinhas ido a Londres?
-É! Já voltei. Fui uma parva, estúpida e idiota! Preciso de me redimir. Abres a porta?
-Claro… Quando for o casamento quero um lugar muito bom ouviste? Na mesa das solteiras boas!
-O que tu quiseres! Boa noite! – A porta abriu-se e eu entrei. Estava desejosa de ver o David, de o abraçar, de sentir os seus lábios a tocarem nos meus. Era o que mais queria. Toquei no elevador mas ele nunca mais vinha. As portas abriram-se e eu entrei de rompante, tão de rompante que o espelho do elevador ia-se partindo.  Toquei para o 5º piso e sai, olhei para a porta do David que tinha um pequeno vidro. Estava tudo escuro, David já estava a dormir. Toquei à campainha, ninguém veio. Homens, são sempre a mesma coisa, quando estão a dormir, nem um terramoto os acorda. Toquei várias vezes e só ao fim de cinco toques vejo uma sombra a vir à porta e abri-la.
-Mas quem é que vem a estas horas… Catarina! – Saltei para seus braços a chorar que nem uma miúda parva.
-Desculpa! Desculpa! Eu não devia ter fugido. Tu és a minha vida. Eu sou tão parva. O que fui fazer. Perdoas-me? Por favor David. Eu sou tão parva.
-É claro que sim! Eu nem tenho razão para estar chateado com você. Entra. – Entrei ainda agarrada a ele. Estava ainda a chorar, não sabia bem porquê, mas devia de ser da alegria.
-O que está aqui a fazer? E porque cheira a tabaco?
-Porque sou uma rapariga estúpida e idiota e decidi fugir e ir pelo caminho mais fácil. Sou uma cobarde. Desculpa…
-Desculpa? Eu é que fiz você sofrer…
-Não! Tu não tiveste culpa, eu é que não te quis ouvir e depois agi como uma criança. Para além disso, eu nem quero imaginar o que tinha acontecido se eu me tivesse mandado… Tu sabes… Eu fui tão parva!
-Tu sabes que se tivesses morrido eu não sei o que me acontecia. O mais provável era ir ter contigo. Não consigo viver sem ti. Nem sabes como passei estes últimos dias.
-Desculpa. Não devia… Por favor, vamos esquecer isto tudo?
-Esquecer não, mas utilizar como uma lição.
-Como queiras, só quero estar contigo. – Catarina aproxima-se de David, ele põe a mão na minha face e olha-me nos olhos. Agora, ao contrário do que acontecia à uns meses atrás, já não olhava para baixo mas olhava nos olhos de David. Dê-mos um beijo longo, para matar todas as saudades que existiam.
-Só te quero aqui, a meu lado.
-Eu vou estar sempre aqui, prometo.
-Não quero estragar o momento mas já é tarde e amanhã tenho treino cedinho.
-Ok, vamo-nos deitar. 
David, deitou-se a meu lado, encostei a minha cabeça ao peito dele como fazia sempre. Mais nenhum obstáculo que aparecesse à minha frente ia-me fazer separar do David.

publicado por acordosteusolhos às 02:51

comentários:
Ui, que simpatia de taxista. xD
Foi tão bom saber que estão juntos de novo! É assim que devem estar, pois ficam muito bem. :b Maaais! Beijinhos.
- Sara a 10 de Setembro de 2010 às 02:58

Ai ainda bem que estes dois já se entenderam :D Espero mesmo que nada os separe de novo....mesmo nada!!
Optimo como sempre o capitulo *_*
Bjinhos
a 10 de Setembro de 2010 às 02:59

amei cat :D

fico ansiosa a espera do próximo ! >.<
á tua fic é a melhor (:
Anónimo a 10 de Setembro de 2010 às 03:25

ainda bem que eles estao juntos outra vez!
está muito fixe!
continua assim
Beatriz a 10 de Setembro de 2010 às 07:15

Cada vez mais emocionante
Marisa a 10 de Setembro de 2010 às 11:18

Que fofos *.*
Quero mais....
Anónimo a 10 de Setembro de 2010 às 11:19

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