10
Set 10

-Olá! Eu sou o João mas toda a gente me chama de Jonathan!
-Olá Jonathan!
-Oi. – Jonathan era o organizador do casamento, já tinha organizado o casamento da Camila com o José e eu adorei o casamento deles então pedi ao David que fosse ele a organizar o casamento. Jonathan era o típico gay, uma pessoa super simpática, que se dava bem com toda a gente e toda a gente gostava dele. Ele adorava aquilo que fazia e andava a organizar o seu casamento, visto que há poucos meses foi aceite o casamento gay.
-Então, vamos lá ver, qual é o género de casamento que querem ter?
-Simples mas o casamento tradicional. Eu quero ir com um grande vestido branco.
-Quantas pessoas estavam a pensar convidar?
-75. Não queremos mais porque também vamos fazer uma pena cerimónia no Brasil então…
-Ah! Vão fazer o casamento em dois sítios? – David ainda estava em silencio, até agora só tinha dito o “Oi” que costuma dizer sempre.
-Sim, estávamos a pensar fazer isso. Casávamos aqui e lá também fazia mos uma cerimónia.
-Muito bem. Acho uma óptima ideia. E assinar os papéis, vai ser aqui, ou lá?
-Aqui. Lá será uma pequena cerimónia só para os amigos.
-Estou a ver. Então e lá, quem vai tratar?
-Será a minha mãe e a minha irmã. Elas já estão a tratar disso. Vão quase o mesmo numero de pessoas.
-Estou a ver, agora, o casamento vai ser em que igreja?
-Não vai ser em nenhuma igreja, eu sou católica e ele é evangélico então vamos fazer por civil.
-Ah.. Complicado, mas se já tomaram a decisão acho muito bem. E como vai ser?
-Eu estava a pensar fazermos a cerimónia na Quinta da Bela Vista em Almada, que acha?
-Muito bem! Muito bem, e estão a pensar casar quando?
-Eu gostava que fosse em Junho, no dia onze.
-Em Junho?
-Sim, o David começa a treinar em Julho e em Agosto começa a época por isso só pode mesmo ser em Junho ou em Dezembro e gostamos muito mais de Junho.
-Ah, pronto… Tão próximo… Então, temos que combinar um dia para escolher o vestido da noiva, claro que não será no próprio dia mas pronto, um dia para escolhermos à roupa do noivo, e depois um dia para vos mostrar o bolo, as cartas, como será a cerimónia….
-Isso é tudo com a Catarina, acredito no bom gosto dela!
-Sim e o David não tem muito tempo entre treinos e jogos, por isso, eu vou tratar do casamento e mas ele vai entrar como a sua opinião claro.
-Ok… Eu entendo. Então, sendo assim, amanhã houve uma rapariga que cancelou, podemos ir ver o sítio para eu ver mais ou menos como vai ser.
-Por mim, óptimo!
-Ok, então, amanhã às nove aqui.
-Obrigada!
-Obrigada eu, Adeus! – Dizia Jonathan enquanto me cumprimentava e dava um aperto de mão ao David. Saímos os dois agarrados. Já tinha passado cerca de um mês desde a confusão toda com a Luísa, essa que nunca mais tinha dado sinal de vida e gostava que nunca mais desse.
-Estou-me a sentir mal disposta outra vez.
-Queres ir ao médico?
-Não, deve ser alguma coisa que me caiu mal…
-Já há uma semana? Não, vamos ao médico.
-David, eu estou bem… Deve ser do período, sempre fui muito irregular mas não veio no mês passado e deve estar aparecer…
-Eu continuo achar que é melhor irmos ao médico.
-Não, se não passar até esta semana nós vamos. Agora, não.
-Está, combinado.
-Estou ansiosa pelo casamento!! Já imaginas-te? Vai ser tão lindo!
-Sim, eu também estou. Mas estou mais nervoso.
-Nervoso?
-Sim! Afinal, vai estar muita gente a ver e vai ser um compromisso para a vida!
-E achas que não consegues?
-O quê?
-Cumprir esse compromisso.
-Não, essa parte é a mais fácil mas já sabe como sou, reservado, tímido e à frente daquela gente toda vai ser complicado. Mas pronto, não interessa, o que interessa é que vou casar com você e vai ser o dia mais feliz da minha vida! Tem a certeza que quer fazer só por civil?
-David, eu sou católica, tu evangélico, ambos respeitamos as nossas religiões e mesmo que seja por civil vai ser um compromisso perante Deus, ele sabe isso, pode não ser na sua casa mas ele sabe o quanto nós agradecemos a Ele por estarmos juntos e felizes, por ter-nos colocado no mesmo caminho. Ele sabe disso e de certeza que respeita a nossa decisão. E se fosse por “mistura” ia ser complicado arranjar um padre e um pastor que quisessem fazer o casamento. É melhor assim, eu amo-te, tu amas-me, isso é que importa.
-É por isso que eu amo você – David dava-me um beijo, adorava quando fazia aquilo, os seus beijos repentinos, era perfeito.
-És perfeito demais, isto é mesmo realidade?
-É, e é muito bom não é?
-Sim, fomos abençoados por Deus.
-Acredito que sim.
-Ai, outra vez…
-Que foi?
-Estou-me a sentir mal.
-Ok! Não vamos esperar pelo fim da semana, vamos já! E nem vale a pena discutir!
Não valia a pena discutir com o David, quando era assim o melhor era esquecer. Nem que ele tivesse que me pegar ao colo e levar-me à força, íamos ao hospital. Fomos ao Hospital da Luz, aquele hospital trazia-me más recordações e algumas das enfermeiras ainda se lembravam de toda a cena, dos meus gritos com o David, de sair agarrada ao Ricardo e de ver a tristeza do David, quer fosse fora do quarto ou dentro do quarto quando eu ainda estava a dormir. Fomos chamados logo de seguida, nos hospitais privados são assim. Ainda me lembro quando era nos públicos, em que esperávamos uma hora com o hospital vazio e os médicos receitavam-nos ben-u-ron ou então brufen. Ou então, quando tínhamos uma dor no corpo e eles mandavam-nos fazer uma radiografia e nem queriam saber onde era o sitio da dor. O médico chama-se Francisco Almeida, já era velho, cinquenta anos mas muito animado e simpático. Pedi ao David para ficar na sala de espera, se fosse algo grave queria enfrentar sozinha.
-Então Catarina, que se passa?
-Vim obrigada pelo meu namorado, eu estou óptima mas ele diz que era melhor vir.
-Então porquê?
-Sinto-me com dores de barriga, já cheguei a vomitar por três vezes mas acho que é do período sabe? Eu sempre fui muito irregular, os médicos dizem que em alguns casos demora anos a ficar regular mas pronto, sempre fui assim, e agora como deve estar a vir…
-Pois, sim é verdade, mas temos que fazer alguns exames. Vai ali ao centro de analises tirar sangue, é já na sala ao lado. E depois eu digo-lhe.
-Ok. Obrigada.
-De nada. – Odiava tirar sangue mas tinha que ser, se o médico mandava… Fui e a enfermeira tirou-me o sangue. É impressionante as diferenças entre o público e o privado. No privado as enfermeiras estão tão em baixo que até a tirar sangue têm que espetar duas ou três vezes para acertar no vaso. Aqui, porque ganham mais e têm melhor condições, acertam uma vez e nem dói nada.
-Daqui a dez minutos temos os resultados.
-Tão rápido?
-Sim. Depois vai alguém chama-la.
-Obrigada.
-De nada.
Sai da sala e fui para a sala de espera ter com o David.
-Então?
-Então, vamos ter que esperar mais uns minutinhos. Tive a fazer analises e a enfermeira diz que são mais dez minutos. De certeza que não tenho nada.
-Sim, mas vamos esperar. E se for, algo grave?
-Ai David! Deus queira que não! De certeza que não é nada, mas se for vamos passar isso.
-Espero bem que não. – Vi uma senhora a passar com um chocolate, snickers. Senti o meu estômago a roncar, mas tinha comido à coisa de duas horas e muito. Não era normal. Sentia o meu corpo a querer um chocolate, o que me irritava bastante, mas eu queria!
-David, vai-me comprar um chocolate, snickers. Se não houver não tragas nada.
-Ok. Mas, está assim com tanta vontade desse chocolate?
-Sim! Muita vontade!
-Ok, vou já! Rapidinho!!
David foi, apressado e voltou com o chocolate. Comi-o em dois minutos. A cada dentada fazia uma ar de satisfação.
-Porra moça! Você estava mesmo desejosa pelo chocolate.
-Nem sabes quanto!
-Não acho isso normal.
-Sabes, já não comia este gelados à imenso tempo e quando vi passarem, quis um! É normal…
-Não, não é… Dessa maneira não é…
-É sim! Quando se gosta…
“Catarina Silva chamada à sala 7”
-Sou eu! Volto já!
-Deixa-me ir contigo.
-Não quero. Posso ir sozinha?
-Sim. Mas qualquer coisa é para dizer!
-Claro… - Fui andando para a sala, era logo das primeiras e quando entrei o doutor lá estava, com um ar sério e nada sorridente como costumava ter.
-Sente-se – sentei-me logo na cadeira – Catarina, o melhor é chamar o David, o assunto é sério.
-Diga…
-Chame o David.
-Está bem… - Sai da sala e fui buscar o David – o doutor quer que estejas comigo.
-Porquê?
-Não sei, mas não gostei da cara dele. – David agarrou-me na mão e deu-me um abraço.
-Vai correr tudo bem.
-Eu sei que sim.
Fomos os dois agarrados até à sala, tinha medo do que o médico poderia vir a dizer, não queria que o David soubesse, podia ficar nervoso e não jogar como sempre jogava no Benfica. Ele dizia-me sempre isso, se eu não estivesse bem, ele não estava. Entramos dentro da sala e o médico continuou com a cara séria.
-Sentem-se.
-O assunto é grave doutor? – dizia David.
-É, a Catarina… - fez uma longa pausa, David agarrava-me na mão e eu continuava quieta a olhar para os papéis que o doutor tinha em cima da mesa – Está grávida! De 4 semanas!
-Hã!?
-Eu vou ser pai?
-Hã?!
-Sim David, tu vais ser pai!
-Eu vou ser pai!
-Hã?!
-Catarina, está tudo bem? – Perguntava-me David, com um sorriso enorme na cara, encanto eu estava boquiaberta com que tinha acabado de ouvir.
-Eu vou ter um bebé?
-Sim, exactamente.
-Não! Não! Não! Não! Eu não quero! Isto não pode estar-me acontecer não pode!!
-Como assim, Catarina o que se passa?
-Doutor podemo-nos ir embora?
-Sim, claro. Felicidades – Agarrei na mão do David e fomos embora, sentei-me na sala de espera enquanto ele pagava a consulta.
-Já está. Pode-me explicar o que foi aquilo ali dentro?
-Eu não quero ser mãe agora! Não posso. Eu não tenho maturidade para isso, eu quero ir ao Sudoeste, ao Avante, ao Optimus Alive. Com um filho, como vai ser? Eu sei, é uma atitude parva, mas é a verdade! Eu estou acabar o meu curso e nós nem sequer casamos! Nem temos casa para o bebé. Melhor! Nem sabemos como vai ser para o ano.
-Amor, Deus dê-nos essa bênção foi porque nós já estamos preparados para isso.
-Não sei David, não sei. Preciso de ir para casa, dormir. E desde quando é que não usas preservativo?
-Desde que você usa pílula.
-Eu não uso pílula.
-Como assim?
-Não uso! Comprei a caixa mas aquilo diz que umas das consequências é engordar e não tomo!
-E queria que eu fosse quê? Vidente?
-Não! Que usasses preservativo! – Esta saiu demasiado alto e metade do hospital ficou olhar, as enfermeiras riam-se e os meninos pequeninos que lá estava faziam uma cara curiosa, do género “o que é um preservativo?”.
-Um pouquinha mais baixo não?
-Devia-te dar tanta porrada David Luiz!
-Dás lá em casa porque agora dá-me um beijo porque nós vamos ser pais de um menino lindo.
-Menina.
-Menino lindo. E eu vou ensinar ele a jogar futebol.
-Vai ser menina.
-E vai ser um grande defesa central do Benfica.
-Menina!  
-Está bem. – David dá um beijo em Catarina, bastante apaixonado, Catarina aí percebeu que David queria aquela criança e muito, e não havia nada a fazer.
-Eu vou parecer uma bola dentro do vestido de casamento.
-Vai ser lindo, vai ser o casamento mais lindo do mundo, com a mamãe mais linda do mundo.
-Que chatice! Desculpa a minha reacção, eu não estava à espera.
-Eu compreendo, você é muito nova e está insegura.
-E tu, como estás?
-Estou feliz, sabe, eu adoro crianças e ter um nosso é um sonho, lindo mesmo.
-Eu está bem estou ansiosa, tenho que dizer não é, é o nosso filho! Mas não esperava que fosse agora, talvez daqui a cinco ou sete anos.
-Tanto tempo!
-Não é muito… Afinal, vais passar cinquenta anos comigo ou não?
-Não, quero passar muito mais!

publicado por acordosteusolhos às 14:06

comentários:
Oh que fofinho vão ser pais :) Está cada vez melhor, publia outro hoje please xD
Beijinhos
Anónimo a 10 de Setembro de 2010 às 14:23

Oh tão lindo!!!! LINDO! Posta outro por favor!!! Adoro, adoro!
Anónimo a 10 de Setembro de 2010 às 14:24

nao podia ser melhor, um filho!
so mais um
Beatriz a 10 de Setembro de 2010 às 16:22

Este capitulo foi tao lindo :)
Marisa a 10 de Setembro de 2010 às 16:25

Lindo, lindo, lindo! Vão ser papás! *-*
Quero mais! Isto continua óptimo! Beijinhos!
- Sara a 10 de Setembro de 2010 às 20:03

Tão lindo....já consigo imaginar a criança :D
Continua, tá mesmo linda a história *_*
Bjinhos
a 10 de Setembro de 2010 às 23:34

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