19
Set 10

-Catarina! Acorda! Acorda!! São 10 para as seis da manhã! Vamos para o salão!
-Hã?
-Para o salão!
-Deixa-me dormir!
-Catarina tu vais casar! – Gritava o Jonathan.
-Já vou.
-Não, é agora – Retirou-me os lençóis e deitou um copo de água na minha cabeça.
-Ai! Ai!! Pára! Pronto! Já vou!
-Ainda bem. – Estava meio a dormir e agarrei num vestido, nuns chinelos e num casaco. Às seis da manhã ainda estava frio. Todas as raparigas estavam a dormir lá em casa, elas iam de vestidos iguais mas de cores diferentes. A Cátia ia de Vermelho e a Lúcia de cor-de-rosa. Saimos e fomos a “correr” para o salão de Moniqué que já estava à porta à espera.


-Porque é que demoraram tanto?
-São seis e meia, não é muito tarde.
-Para mim é! Jonathan, a que horas é o casamento?
-Está marcado para o meio dia.
-Bonito. Bem, vamos lá…
Fui puxada para dentro do salão, sentaram-me na cadeira que era chamada a cadeira das noivas pois era grande e podiam estar umas quatro ou cinco pessoas a cuidar da noiva ao mesmo tempo. Sem mais nem menos tinha quatro raparigas a meu lado e a Moniqué a coordenar aquela operação toda. Duas no cabelo, uma na mão e uma nos pés. Sem dúvida, pela primeira vez senti que ir a um salão era uma verdadeira confusão e um puro tormento. Sentia a tirarem as peles dos meus pés, as unhas a serem puxadas e a porem gel nas unhas e os puxões nos cabelos e a porem uma nova cor no me cabelo que tanto tinha sofrido nas últimas semanas. Sai do cabeleireiro às dez e quarenta e cinco e fui com o Jonathan e no carro dele a cem a hora para a Quinta da Inês. Era onze e meia.  Já estava toda a gente preocupada e à minha espera mas eu não tinha culpa que a Quinta ficasse em Alcochete.
-Catarina, finalmente!! Vamos te vestir! Estás linda – Dizia Cátia, preocupadíssima com as horas.
-Obrigada Cátia – O meu cabelo estava preso e tinha um loiro claro. As minhas unhas estavam brancas e com pequenas flores também brancas que pouco se notavam.

 

 

 


-Vá, vamos lá!!
-Jonathan, a Moniqué ainda não chegou com o vestido! – Ouvia-se a porta a bater logo a seguir e Moniqué com duas raparigas agarrarem o vestido com muito cuidado.
-Vocês vão tratar das madrinhas, eu trato da noiva. Anda Catarina.
Fomos para o Quarto da Inês, que era o maior quarto e Moniqué pos o vestido em cima da cama e abriu com muito cuidado. Inês, Cátia e Lúcia que estavam lá ficaram embasbacadas. O vestido era lindo, o melhor vestido de noiva.
-É lindo Catarina, vais ficar tão bonita.
-Eu sei, é perfeito. Nem nos meus sonhos era melhor!
-Então vamos lá, já vestiste a lingeri e as ligas?
-Não vou vestir agora!
-Despacha-te!
Despi-me e vesti rapidamente para a lingeri, era linda também embora, com a minha barriga ficasse um pouco estranho.
-Levanta os braços. – Dizia Moniqué que com muito cuidado me “enfiava o vestido que deslizava  pelo me corpo. Cátia e Lúcia que deviam estar a maquilhar-se olhavam para mim, quase a chorar. Finalmente, já com o vestido colocado, Moniqué deixou-me olhar ao espelho. As lágrimas escorriam-me pela cara, foi nesse momento que senti a importância do casamento. Não era só assinarmos papéis mas sim para jurarmos a Deus que íamos ficar sempre juntos, um compromisso para toda a vida. Cátia e Lúcia abraçaram-me e sentia-me feliz, completa.
-Catarina, porque raio estás a chorar?
-Porque vou casar Lúcia e só me apercebi disso agora. E vou casar com a pessoa que mais amo no mundo, os pais dos meus filhos e isso não me deixa mais feliz. É uma bênção de Deus.
-És tão parvinha! – Dizia Cátia, que já tinha as lágrimas nos olhos. - Estás linda! O vestido é lindo! - A escolha do vestido era realmente bonito. Branco, tradicional. Lindo. Já para não falar dos sapatos que pareciam de bonequinha.

 

 


-Vá meninas, isto é tudo muito bonito mas temos que nos despachar. Carol, vem maquilhar a Catarina. E o que é que vocês as duas estão aqui a fazer? Vá! Vão se maquilhar também! Se não for eu a por ordem nisto já não havia casamento hoje! – Dizia Jonathan que entrava de rompante no quarto. Carolina começou a maquilhar-me e a Cátia e Lúcia foram postas fora do quarto. Faltavam quinze minutos para o casamento começar e ainda tinha que ir para Almada, novamente, para não esquecer das fotos.
-Ok! Ela está pronta! Estás linda, parabéns.
-Obrigada. – A minha cara estava branquinha e uniforme, as bochechas rosadas e os lábios tinham um brilho bonito. Tinha rímel e lápis nos olhos. Esta simples, como as noivas devem estar no seu dia de casamento.
-Muito bem, vamos começar com as fotos!
Começaram por tirar fotos a mim, em todas as posições possíveis e imaginárias. De costas, de lado, de frente, com o bouquet, sem o bouquet. De todas as maneiras. Tirei fotos com toda a gente que estava naquela casa, os meus pais, os meus avós, os meus tios, os meus primos, as minhas madrinhas, com o Jonathan, a Moniqué, as minhas amigas… A casa estava cheiíssima, mas estavam quase todos a comer então quando vinham-me ver aproveitavam para tirar fotografias. Após uma sessão de fotográfica das grandes pedi a todos para irem andando para o casamento, porque também ia. O meu pai sabia que tinha uma paixão por Porsches por isso alugou uma limusina, ainda por cima Hummer (nem sabia onde é que ele tinha ido buscar aquilo). Nada haver não é? Pois, segundo o meu pai “Os porshes só se podem comparar a grandes carros por isso aluguei-te uma limusina”. Era enorme, branca.

 

 

Primeiro entrei eu e depois as minhas madrinhas. O meu pai ia a frente no Mercedes dele e a minha mãe ia atrás do Mercedes do meu pai, no seu pequeno carro peogeut. Atrás deles vinham todos os convidados da minha parte. Ainda faziam uns vinte carro mas já havia pessoas na Quinta. Da minha parte iam cinquenta pessoas e do David mais umas cinquenta. O casamento ficou um pouco maior do que as iniciais setenta e cinco pessoas, mas havia pessoas que tínhamos mesmo que convidar. Jonathan é que não gostou muito da ideia, pois via o numero de pessoas a aumentar de dia para dia. Eu ia no último carro, na Limusina juntamente com Lúcia e Cátia. Já era meio dia e meia. Só me ia atrasar uma hora e tal, pois só podia partir quinze minutos depois dos convidados, para eles se dirigirem para os lugares e assim. Já tinha recebido vinte e cinco chamadas do David. Se o conhecia bem, já tinha feito um buraco de tanto andar de trás para a frente com o telemóvel na mão a telefonar-me. Mas Jonathan já tinha ligado a David e ficou mais calmo. Já não me ligava de cinco em cinco minutos mas de dez em dez. Ao meio dia e quarenta e cinco minutos pus me a caminho. Começava agora a ficar cada vez mais nervosa. O telemóvel tocava cada vez mais vezes. Sabia que David estava a ficar desesperado. Os convidados estavam bem, segundo Jonathan os convidados iam tirar fotos quando lá e comer alguns aperitivos e champanhe. Pelo que o Jonathan disse havia de tudo na festa, desde champanhe até Caipirinhas, ou então sumos de laranja a coca-colas. Por isso estava descansada. Cheguei à Quinta era uma e quarenta, não me atrasei muito, só uma hora e quarenta minutos. Que ironia tão grande. O Jonathan estava a minha espera na entrada para o Jardim da Quinta.
-Tu és a pior noiva de sempre! Nunca vi uma rapariga que se atrasa-se tanto! Uma hora e quarenta!
-Não te preocupes. O David já está habituado.
-Vá, vamos por aqui. – Entramos dentro da grande mansão da Quinta e atravessamos por completo até darmos ao outro lado do Jardim, a parte que ficava atrás da Tenda onde toda a gente ia comer. Jonathan ia a frente e as minhas madrinhas atrás agarrarem-me no vestido para não o sujar. Ele abriu a tenda que era enorme, tinha ar condicionados e muitas mesas. A minha favorita, sem dúvida a principal, era a primeira e não era redonda como todas as outras. Era onde eu e o David nos íamos sentar mais as nossas famílias. Estava tudo tão bonito. O centro da mesa eram rosas vermelhas, as cadeiras eram brancas e as toalhas eram brancas. A cor predominam-te era o branco, sem dúvida. Mas os detalhes em vermelho, as rosas e outras flores deixaram-me encantada. Estava quase a chorar quando o Jonathan olha para mim com um dedo apontado para o meu nariz.
-Atreve-te a chorar ouviste! É o teu dia! Sorri!! Vá, vou dizer a todos que a noiva chegou e manda-los sentar.
-Ok Jonathan. – Fiquei sozinha na tenda. Cátia e Lúcia já tinham ido com Jonathan para ficarem no sitio onde ele queria. Agarrei no bouquet que estava em cima da mesa e olhei para cima para tentar conter as lágrimas.
-Respira Catarina! Respira… Calma…
-Filha, estás linda!
-Pai! – Abracei-o e quase chorei.
-Que foi filha?
-Não sei, está tudo tão lindo que deu-me para chorar. É por causa dos bebés. Alteram-me o sistema todo.
-Ó filha não chores. O Jonathan disse se tu chorasses eu é que pagava e se queres saber, tenho medo dele.
-Ok, vamos lá então.
-Vamos… Mas antes quero-te dizer uma coisa.
-O quê pai?
-Parabéns filha, tenho um prazer enorme em levar-te ao altar. Este homem com quem vais casar ama-te, de verdade e por isso mesmo aceito-o na nossa família, sei que ele vai fazer-te muito feliz.
-Obrigada pai, nem sabes o que isso significa para mim. Ahrrrr!! – Gritei e olhei para cima para mais uma vez tentar conter as lágrimas. – Vamos embora antes que chore! – Sabia o quanto difícil era para o meu pai dizer aquelas palavras. Sempre fui muito “menina do papá” e ele nunca esperou que fosse casar num espaço de dez meses. Nem num espaço de dez anos quanto mais de dez meses.
-O Jonathan disse para te esperar depois de passares na ponte. Vou para lá e depois vens tu está bem filha?
-Está bem pai. Vai lá então. – Ele foi calmamente para o outro lado da ponte, já conseguia ver toda a gente sentada e algumas cabeças de pé, a filha do Luisão ia ser a menina das alianças estava a frente do meu pai vestida de branco e com flores brancas para deixar cair na entrada. Começei a andar e a música começou a tocar após sinal de Jonathan. Senti os joelhos a tremer, passei a ponte e agarrei-me ao meu pai.
-Por favor, não me largues agora se não desmaio.
-Tem calma filha.
-Anda pequenina, está na tua altura.
-Está bem Catarina – Respondia-me Sofia que era um amor de criança.
O meu pai começou andar calmamente atrás da pequena Sofia que já ia mais à frente. Comecei a ver David com um sorriso, sabia o que queria dizer aquele sorriso, que estava linda e que ele estava mais do que feliz. Era por isso que amava aquele homem. Bastava ele sorrir para me acalmar. Entrei menos nervosa e todas as pessoas estavam em pé , até chegar ao pé de David. A partir daqui a história tomava novo rumo, íamos ser marido e mulher.

 

 

Desculpem a demora, apartir de agora vou tentar por mais do que um capitulo por dia. Estes capitulos têm dado muito trabalho. Para além disso tenho um novo trabalho em mãos.

publicado por acordosteusolhos às 15:17

comentários:
Adorei. Hoje ainda vais postar + certo? pfff

Tens um novo trabalho em mãos? é relacionado com o David luiz ou não??

Beijinhos, continua Cat.
Anónimo a 19 de Setembro de 2010 às 15:54

Aiii, estou tao anciosa :s

Põe o casamento !
Antes do jogo de preferência, se nao for pedir muito xD
Anónimo a 19 de Setembro de 2010 às 18:38

tens ke continuar isto ta kada vez melhor
maggie a 19 de Setembro de 2010 às 19:30

Finalmente chegou o grande dia!!!! *_*
Adorei este capitulo, tou curiosa por saber como vai correr!!
Bjinhos***
a 20 de Setembro de 2010 às 00:37

Isto está tão lindo. Até eu já estava a ficar emocionada xD
Perfeito, Catarina. Que venha o próximo. Beijinhos.
- Sara a 20 de Setembro de 2010 às 00:48

Tão bonito, estão a um passo de ficarem casados.
Marisa a 20 de Setembro de 2010 às 11:31

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