21
Set 10

-David é o Jonathan a ligar.
-Atende.. Agora quero descansar – dizia David que tinha um saco de gelo na testa.
-Meu, isso não vai resultar. – Carrega na tecla de atender – Sim, Jonathan?
“Olá, não és o David!”
-Não, é o Ruben.
“Ah, pronto! Então é só para dizer que vocês, como vão tirar as fotos na Quinta, podem ir andando para lá. Podem-se vestir lá. As roupas já devem estar lá a vossa espera num dos quartos. Basta irem lá e pronto. Depois nessa altura já deve estar tudo pronto por isso…”
-Ok, nós vamos então.
“Muito bem. Ah, a Catarina vai-se atrasar.”
-Quantos minutos?
“Ainda não se sabe bem… Até logo”
-Até já… Bem, gordo, levanta-te. Vamos para a Quinta.
-Já? Mas eu ainda não me vesti.
-A roupa está lá. ‘Bora.
-Ai, ai, ai, ai. A minha cabeça!
-Toma duas aspirinas e isso passa.
-Isto tudo é culpa sua. E do Gustavo. Ideias tristes.
David levantou-se lentamente e deu mais um “Ai”. A dor de cabeça era incrível e com o stress com que David estava só piorava as coisas.
-Meu irmão! Você está mesmo mal! Consegue andar direito? – Dizia Gustavo acabado de sair da cozinha com um iogurte na mão.
-Conseguir consigo, agora… Posso cair e isso é complicado. Já viu se eu caiu no casamento? Ou me deixo dormir! A Catarina vai-me matar.
Ouvia-se a campainha, Ruben foi até à porta.
-Dona Regina! – Dizia Ruben ao mesmo tempo que fazia um sinal a David para se livra do gelo. Houve-se algo a partir, David tinha mandado para o sitio errado.
-Bom dia meus amores! Como vão? O que se partiu?
-Foi… Foi… Não sei, qualquer coisa que deve ter caído. Venha, entre. – Dona Regina entrou e cumprimentou o Gustavo com um grande abraço. A seguir dirigiu-se para David que estava com um sorriso muito amarelo.
-Meu filho, que se passa?
-Nada mamãe.
-É meu filho, que cheiro a mentol. Quantas vezes você lavou os dentes hoje? Dez?
-Para aí… - Não era por causa dos dentes ficarem brancos mas sim para o cheiro do álcool desaparecer.
-Não precisa de estar nervoso não. O seu pai?
-Foi à casa do David vestir-se. Eles vão logo directos para o casamento. Mas, agora à parte, ó David, olha lá para a tua mãe! Está toda bonita! – David sentia uma grande dor de cabeça e todas as vozes altas ele sentia como se fossem terramotos.
-A minha mamãe é linda. Não se vê logo pelo dia-a-dia? – Dizia David baixinho.
-Então e como foi à despedida?
-Boa!
-Muito boa mesmo!
-David, você não diz nada?
-Sim mãe, foi boa.
-David Luiz Moreira Marinho! Você está de ressaca?!
-Não mãe!
-David! Não mente à sua mãe não!
-Está bem, estou um bocadinho.
-Um bocadinho?
-Sim… É só um bocadinho!
-David! No seu dia de casamento?!
-Ó mãe, hoje não! Quero desfrutar o dia o máximo possível!
-Ruben, vai buscar um copo de água para ele vai? Toma, é uma aspirina. Impressionante! No dia do seu casamento! Eu vou falar com seu pai!
-É mãe! Tanto stress! Tem calma!
-Eu quero ver a reacção da Catarina quando descobrir.
-Ela não vai.
-David, ela é sua noiva, vai descobrir pois! Conhece melhor você do que eu!
-Bem, isso agora não interessa. Temos que ir para a Quinta. Vou-me vestir lá.
-Então está a espera do quê? Vá, vá! Vamos andando! – Dizia a Dona Regina que ao ver o estado de ressaca de David começava a imaginar como iria ficar Catarina, e Ruben, ao ver a cara de David também já tinha percebido que David só pensava nisso mesmo.

Quinta da Bela-Vista às onze.

-Mãe!!
-Que é filho?
-Não consigo fazer o nó!
-Que se passa com você hoje? 
-Ai mãe… Estou demasiado nervoso, veja lá que as minhas mãos! Estão a tremer!
-Nunca vi você assim. Nem mesmo quando disse que vinha jogar para o Benfica.
-Pois! É diferente. Uma coisa é vir jogar para o Benfica, outra é casar com a mulher da minha vida!
-Filho, tem calma. Vai correr tudo bem. Você está lindo!
-Obrigado mãe. – David estava de facto bonito. Casaco preto, calças pretas, camisa branca, colete preto e gravata preta da Dolce & Gabanna. Parecia um príncipe.
-As pessoas já começam a chegar por isso, está na altura de você ir tirar umas fotos não acha?
-Mas não era primeiro com os padrinhos?
-E onde é que eles estão?
-Não sei…
-Estamos aqui, calma. Fomos buscar o fotógrafo. Temos que tirar fotos destes momentos!
-Concordo.
-Bom dia, eu sou o Carlos, estava a pensar, como esta sala pouco vos diz que tal tirarmos só duas ou três fotos aqui e o resto lá fora no jardim?
-Sim, sim. Como você quiser.
-Então olhe para o espelho – dizia Carlos a David. – Finja que está ajeitar a gravata. – David lá fingia e o fotógrafo tirou uma foto ao espelho com ele arranjar a gravata. “Ó que foto mais estúpida!” pensava o David. – Muito bem, agora David, com a tua mãe, depois com os padrinhos e depois vamos lá para fora.
David acenou que sim com a cabeça, tirou uma foto com a mãe e depois com os padrinhos e depois os padrinhos com a mãe de David. Só nesses cinco minutos David já estava aborrecido, mal sabia ele que no jardim já estava cerca de vinte pessoas prontas para tirarem várias fotos. Carlos continuava a tirar fotos, ao sol, à sombra, a David sozinho, a David a falar com os amigos, às fotos de grupos. David via cada vez mais pessoas a chegarem, o que implicava mais fotos e mais sorrisos. Ruben, como padrinho, já pensava o mesmo.
-Nunca vou casar meu!
-Porquê?
-Porque isto é o teu casamento e já me dói as bochechas de tanto sorrir, imagino tu.
-Mas eu estou feliz. É normal que sorria.
-Sim, pois. Eu também estou feliz mas os músculos das bochechas já me doem!
Fotos para aqui, fotos para ali, e quando David olhou para as horas, já era meio-dia. Onde estava Catarina? Não havia sinal dela. E convidados da parte dela só umas dez pessoas. David começava a ficar ainda mais nervoso. Andava de um lado para o outro feito barata tonta até que Luisão agarrou-o.
-É rapaz! Venho eu do Brasil para o seu casamento e você parece que está triste.
-Eu não estou triste Luisão! Estou nervoso! É meio-dia e a Catarina ainda não está aqui! Nem convidados dela! Você acha que ela desistiu?
-Não rapaz! Ela está atrasada. Coisas das mulheres… Até no dia de casamento chegam atrasadas!
-É verdade David, quando foi o meu casamento com Luisão cheguei uma hora atrasada. O padre me ia matando!
-Matando não amor, mas cancelar o casamento… Sim, ameaçou-me umas três vezes disso… Por isso David, tem calma. Vai ficar tudo bem…
Nenhuma das palavras que Luisão ou Brenda disseram a David acalmou-o. David sentia-se cada vez mais nervoso a cada segundo que passava.
-Gustavo, tens o meu celular?
-Sim, está aqui.
-Dá aí.
Gustavo tirou do bolso o telemóvel de David e ele apressou-se agarrar o telemóvel e a marcar o número de Catarina, que a muita já estava memorizado na cabeça de David. Nada. Só os tradicionais “piiiip” e no final a voz da mulher do voice-mail.
-E ela não atende! Aiii…
-Ela não atende porque não pode! Não pode falar contigo antes do casamento!
-Sim, e se for algo mais grave? – Interrogava David a Ruben.
-De certeza que não é.
-David, posso fazer uma pergunta?
-Diz Gustavo.
-Você é parvo ou quê? Ela ama você! Passou dias e dias a planear isto mais o outro…
-Jonathan – dizia baixinho Ruben, o nome do organizador da festa.
-Isso… Jonathan. Para além disso, ela está grávida! De gémeos! Tem calma. Ela vem!
-Espero bem que sim…

Quinta da Bela Vista, meio dia e meia.

-Jonathan! Ainda vão demorar?
“David calma! Sim, uns bons minutos.”
-Então porquê?
“Porque ela atrasou-se, é mulher mas nunca vi uma coisa assim”
-É mesmo dela. Está bom… Estou mais descansado. Ainda muito?
“Sim, uma meia hora, quarenta e cinco minutos”
-Meia hora ou quarenta e cinco minutos?
“Sim, olha preocupa-te com o conservador. Deve estar já doido…”
-O conservador? Não, ele está bem, você pôs aqui um espaço bom a malta estar. Música ambiente, comida e bebida. Está toda a gente deliciada. Para além disso o espaço dos miúdos está muito bom. Eles estão adorando.
“Graças a Deus! Bem, vamos andando. Já falamos David!”
-Ok… - Tarde de mais, Jonathan já tinha desligado.
-Então manz, como é?
-Ainda vai demora. Afinal você tinha razão, a mulher esta apenas atrasada. É sempre assim…
-Eu disse-te, eu lembrei-me do vosso primeiro encontro e como ela te deixou plantada meia hora – Dizia o Ruben ao mesmo tempo que dava uma gargalhada.
-Já nessa altura estava doido por ela.
-Só podias estar, para ficar meia hora à espera de uma rapariga que não conheces…
-E agora vai ser a mãe dos meus filhos…
-Vá, diz lá que tinhas razão e que eu não acreditei em ti…
-EU TINHA RAZÃO! VÊ!? VÊ!? VÊ?!
-Vejo, vejo. Vejo toda a gente a olhar para ti. – Todas as pessoas que estavam sentadas nos sofás e puffs no Jardim olharam para o David, surpreendidos.
-Ah… Desculpem aí malta! É só coisas do Ruben…
-E a culpa agora foi para mim… Impressionante!
-Tem as alianças?
-Meu! Quantas vezes já me perguntas-te isso?
-Não sei…
-Mas eu digo-te! Esta foi a décima primeira e a resposta é sempre a mesma, sim!
-Pronto… Não pergunto mais nada… Mas sabe, eu só fiz isso no casamento. As alianças e a lua de mel… De resto foi tudo a Catarina que fez por isso quero que esteja tudo bom na minha parte…
-Vai estar… Vá, já chegaram mais pessoas. Vai lá gastar mais umas palavras e exercitar os teus músculos das bochechas.
-Sabe? Você tem razão! Isto já esta a começar a ficar dorido... – Deram umas gargalhadas os dois e lá foi David, falar a mais pessoas.


Quinta da Bela Vista, 13:25.

-Jonathan! A Catarina?
-Está aqui a chegar. Vai chamar as pessoas para se irem sentando e pede desculpas.
-Desculpas de quê? Está toda a gente divertida e dançando.
-Sim… Sim, mas isto é um casamento não uma festarola.
-Sim, tens razão.
Ao fim de cinco minutos já estava toda a gente  sentada nas cadeiras e David na frente. A sua perna tremia inconscientemente o que provocava um certo riso nas primeiras filas. Ruben tentava acalmar David mas ele estava mais do que impaciente. O conservador chegava e toda a gente se calou. Ainda foi pior do que a entrada de uma noiva. Cumprimentou novamente o David, o Ruben e o Gustavo e quando menos se espera, entram a correr no meio da cerimónia a Cátia e a Lúcia.
-Chegamos!!
-A Catarina já está aí?
-Sim! Vá, mais cinco minutos e ela vem aí! Ponham-se nos vossos lugares!
David pôs se direito, ajeitou a camisa e a gravata e apertou casaco. Ruben deu o cesto das alianças a Sofia e pôs se a atrás de David. Lúcia estava do outro lado, também em pé e ao lado de Cátia. David engoliu a seco e tentou ver Catarina mas nada. Só conseguia ver o principio da ponte e nada mais, quando começa ouvir a música a tocar e começa a ver Catarina, que estava linda. Já era linda mas naquele dia estava deslumbrante. David chegava ao inicio da passadeira vermelha com o seu bouquet de rosas brancas e vermelhas, que era da mesma cor da passadeira e da flor que David trazia no seu bolso do casaco. David respira fundo e olha para todas as pessoas à sua volta, queria recordar tudo daquele momento maravilhoso.

 

publicado por acordosteusolhos às 21:21

comentários:
ai, adorei, quero mais!
põe só mais um hoje, por favor!
continua assim
Beatriz a 21 de Setembro de 2010 às 21:38

está liiiiiindo *.*
posta + !!!
Anónimo a 21 de Setembro de 2010 às 21:42

Amei!
Posta só mais um hoje por favor :)
Imploro-te!
Catia a 21 de Setembro de 2010 às 21:52

Adorei cat! Ta tao lindo!
Tambem quero mais um hoje :D
Lisa a 21 de Setembro de 2010 às 21:53

Desde que tou no pc tava sempre a ver se tinhas um novo capitulo e agora que tens quero mais! Por favor só mais um!
Eu tou completamente viciada nisto!
Martinha a 21 de Setembro de 2010 às 21:54

Amo amo!
Nunca mais chega o casamento oh :D
Ana a 21 de Setembro de 2010 às 22:23

tá mt gira a tua fic, posta outro, quero tanto saber como é o casamento...
mts parabéns, escreves mt bem, a história ta mt gira...

bjs, e posta outro
pipa a 21 de Setembro de 2010 às 22:40

Ah viciante Cat.
Isto de só pores um por dia mata-me :P
Pipa a 21 de Setembro de 2010 às 22:42

Muito bom como sempre :b
Poe so mais um hoje, pleasee x)
Anónimo a 21 de Setembro de 2010 às 23:01

Cat,

mais um capitulo fantástico. Adoro estes avanços e recuos no tempo. Muito boa ideia. estou ansiosa para saber como vai correr o resto do dia do casamento

beijinho
Ana M. a 21 de Setembro de 2010 às 23:03

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