21
Dez 10

As pessoas tinham-se ido embora para a tenda e eu e o David estávamos a tirar algumas fotos junto do altar.
-Bem, por aqui é tudo. Depois tiramos outras. – Dizia o Carlos, o fotógrafo.
-Obrigada.
-Era este o casamento que tanto sonhavas Catarina?
-Não, este foi muito melhor. Obrigada meu amor.
-Minha mulher…
Deu-me um beijo e quase que chorei quando ele disse aquelas palavras. “Minha mulher”. Quase todas as mulheres do mundo têm esse sonho, ouvir essas palavras com aquela intensidade, com aquele amor todo que o David conseguia transmitir com a sua voz e com o seu olhar.
-Anda, vamos comer.
Fomos andando para a tenda e entramos dentro da tenda, já estavam maior parte das pessoas sentadas e à espera que chegássemos. Mal pusemos um pezinho dentro da tenda fomos aplaudidos. Acenamos os dois e fomo-nos sentar nos nossos lugares. Começaram a servir a comida, a sopa era um creme de marisco, realmente muito bom tenho que dizer. Jonathan queria que nós pedíssemos uma Sopa de Milho, Caranguejo e Coentros, ou seja, uma grande mistura que ninguém iria comer (e eu que tinha provado aquela sopa podia garantir isso mesmo), depois, quando todas as pessoas já tinham acabado os empregados vestidos de branco e com calças pretas e sempre com uma toalha branca no braço, foram tirando os pratos e trazendo outro, desta vez o prato de peixe. Como havia pessoas que não gostavam de bacalhau escolhi dois pratos, um de bacalhau à Brás e outro de Lombinhos de pescada panados. Imaginem o David, o comilão a comer. Como estava nervoso nem tinha comido nada não escolheu um prato mas sim os dois.
-David, ainda ficas mal disposto.
-Amor, tenho que te agradecer, a comida está óptima. Nada daquelas mariquices do caviar ou aquelas coisas que vêm só no meio do prato! Ainda bem! Estava com uma fome, se a comida fosse assim… Meu Deus…
-Sim, mas tem calma.
-Claro.
David estava mesmo esfomeado, mas eu também não estava bem. Quando acabamos de comer o bacalhau, começamos a ouvir os garfos a bater nos copos, já sabia o que isso significava, tínhamos que nos beijar. David levantou-se, fez um género de vénia aos convidados e agarrou em mim. Deu-me um beijo muito carinhoso, muito querido, muito, tudo… Cada beijo dele era algo espectacular, sentia mil emoções e sentia-me mais que completa. Quase todas as mulheres na sala largaram um “óh que queridos” e os homens um “este vai ser para a vida”. Estava a amar o dia, não queria que acabasse. Era bom demais para ser realidade. Pouco depois veio a carne. Também escolhi dois pratos, Bifinhos de Peru Aux Champignons e Lombo de Porco Assado com Ameixa e Puré de Maçã, David mais uma vez quis repetir mas não comeu tanto quanto da outra vez, só um bocadinho de cada, já eu fiquei pelo Lombo de Porco Assado com Ameixa e Puré de Maçã.
-Filha, lembras-te da mãe dizer que o meu casamento era o melhor que já tinha sido feito?
-Sim, claro.
-O teu ficou melhor.
-Obrigada mãe.
Lembro-me bem da minha mãe me dizer que o casamento dela tinha sido muito bom, e não só ela como todas as pessoas que foram ao casamento dela. Ela tinha um óptimo gosto, pelo menos fiquei com isso dela. Ela tinha sido uma noiva linda, as fotos que ela tinha com o véu faziam-me sonhar, queria que esse dia chegasse e que fosse tão maravilhoso como o da minha mãe. Outra vez ouvimos os garfos a bater no copos e a gritarem “beija, beija, beija”. David desta vez agarrou-me e beijou-me, fiquei inclinada para trás e não estava nada a espera. Toda a gente se riu com a minha reacção, quando David me parou de beijar daquele beijo surpreendente, pus a mão na boca e levantei ligeiramente a sobrancelha esquerda o que provocou risada entre todos. Quando já estávamos no final da sobremesa, que tinha sido ou Crepe com Gelado e Chocolate Quente ou Molho de Framboesas ou então Profiteroles com Molho de Chocolate Quente ou então Delicia de Manga com Molho Tropical e para os mais pequenos gelado de morango ou de chocolate, Ruben levanta-se e pediu atenção a todos.
-Boa tarde a todos, queria pedir a vossa atenção. Eu e o Gustavo vamos fazer um discurso.
-Ou seja, dizer aqui umas coisas só para vos chatear. Começas tu?
-Sim, vá… David, quando cheguei ao clube, tu já estavas cá, foste uma das pessoas que me integrou no grupo e agradeço-te por isso. Apoiaste-me sempre e quando me convidas-te para ser teu “padrinho”, não podia ficar mais agradecido. Estiveste sempre lá, nos maus e nos bons momentos. Rimos juntos, choramos juntos, sofremos juntos, és das melhores pessoas deste mundo. Gustavo, completas?
-Sim, bem… O Ruben terminou com o és das melhores pessoas deste mundo e é verdade, conheço-te desde que somos miúdos pequenos e já partilhamos todo o tipo de emoções os dois. Quando fomos os dois para o Bahia que ficava mesmo muito longe de casa e tivemos que cuidar um do outro apenas com catorze anos de idade. Desde que te conheço que és assim, não mudaste nada. Continuas a mesma pessoa, humilde, que se preocupa com os outros, que está sempre presente mesmo que haja um oceano de distância! Foi uma honra ter sido escolhido para teu padrinho e quando me perguntas-te não pude deixar de agradecer. Mais do que um amigo, és um irmão.
Agarrei na mão de David e ele olhou para mim a agarrou na minha com força, sabia o quanto importantes eram aquelas palavras para David. Ruben e Gustavo eram os melhores amigos dele, os que sempre apoiaram David. Lembro-me de ele me contar que quando conheceu o Ruben, pouco tempo depois sofreu uma lesão grave no metatarso e Ruben chegava-lhe a ir a casa para lhe dar o Almoço e jantar. Uma coisa que os juntou bastante.
-Quando conheceste a Catarina percebi que era diferente, que havia algo entre vocês e quando me disseste, pouco tempo de chocarmos contra ela no Colombo que vocês namoravam… Acho que nem queria acreditar. Disseste-me várias vezes que gostavas dela. Não… Que a amavas. Para mim isso era estranho, como podias amar alguém com tanta certeza pouco tempo depois de a conheceres? – Continuava Ruben o seu discurso.
-Eu fiquei na mesma que Ruben. Não era possível, quando me ligaste e me disseste que tinhas encontrado a mulher da tua vida, não podia, tinha estado contigo três semanas antes e depois dizes aquilo. Uma pessoa fica meio…
-Confusa… Mas a verdade é que quando estive contigo e com ela juntos vi uma coisa que não se vê muitas vezes hoje em dia. Amor. Mas um Amor diferente. Vocês os dois amavam-se de verdade e sabia que vocês iam casar. Ora vejamos, se fiquei embasbacado quando me disseste que amGustavo avas uma rapariga imagina como fiquei quando vi o vosso amor. Nem há palavras para descrever.
-Já eu, que não estava em Portugal para ver com os meus olhos passei meses e meses a dizer para ires com calma. Até que levaste a Catarina ao Brasil para nós a conhecermos e vi a mesma coisa que o Ruben viu. E quando me disseste que ias pedir em casamento ela, não pude ficar mais contente. O meu irmão ia casar e com a mulher dos olhos dele, da vida dele. Como não podia ficar mais contente.
-Por isso hoje, ao vermos vocês os dois juntos, à espera de dois bebés e já casados desejamos tudo de bom, que fiquem sempre juntos e que haja muitos mais bebés. Só queremos a vossa felicidade. Obrigado por tudo David.
David levantou-se e abraçou e David. Todos os convidados aplaudiram. As lágrimas vieram-me aos olhos e ao David também. Estava com a voz fininha e agradeceu baixinho a eles os dois. Sabia que tinha sido importante para ele, muito importante.
-Bem, já que andamos naquela de discursar eu e a Cátia também preparamos uma coisita. Cátia, começas tu?
-Sim, claro. Será um prazer. Catarina, conheci-te no nono ano, quando vieste para a minha turma. Eras uma rapariga simpática, extrovertida, mas o que mais saltava a vista em ti era o teu sorriso. Não havia uma altura do dia em que não sorrisses. Era impressionante. É algo que eu adoro em ti. A vida pode estar a cair a teus pés mas tu não deixas de ser positiva. Quando algo te corria mal, preferias sofrer sozinha do que mostrar isso a nós. Nunca te vi a chorar, e quando digo nunca é mesmo NUNCA! Só te vi a chorar de felicidade mas nunca de tristeza. Lembro-me quando eu e o João tivemos algumas fases más, chamei-te sempre e tu apoiaste-me sempre. As palavras que me dizias eram sábias, os teus abraços, algo espectacular, as vezes que me dizias “Amo-te Melhor Amiga”… Enchiam-me de orgulho. Amava quando dizias isso. E ainda amo. É tão importante para mim ouvir essas palavras porque eu também as consigo dizer e sentir exactamente a mesma coisa.
-Ora, comigo foi diferente. Conheci-te no décimo primeiro e um mês depois éramos inseparáveis. Iamos a todo o lado juntas. À praia, aos jogos do Benfica… A todo o lado. Eu sempre tive um feitio complicado e sim admito isso. Já perdi algumas pessoas graças a este feitio mas tu sempre me disseste “Se gosto de ti não é por seres gira, ou por teres uma scooter linda! É por esse teu feitio insuportável. Adoro as tuas qualidades e amo todos os teus defeitos”. Vivemos as duas experiências únicas, que não podem ser contadas, têm que ser vividas. Lembro-me por exemplo quando decidimos ir ao Sudoeste pela primeira vez e dois rapazes muito, mas mesmo muito giros vieram ter connosco. Nós estávamos as duas sozinhas e éramos jovens. Mas mal eles abriram a boca a Catarina só foi capaz de dizer “Ó Meu Deus! Vocês são ocos por dentro! Só pode!”, e acabamos por ficar amigas do Henrique, que naquela altura era super diferente. Era baixinho e gordinho mas era o único rapaz que nós conhecemos de jeito no meio de “rapazes ocos”. Tinha o grande defeito de ser lagarto mas pronto… É por estas coisas que te amo Catarina. Tu não olhas para a capa do livro mas sim para o seu interior. E se estás hoje junta com o David é porque ele deve ser uma pessoa maravilhosa.
-Exactamente, tu és complicada e bastante desconfiada. Não costumas acreditar nas pessoas assim. Só houve 3 pessoas em que tu confiaste assim. E essas pessoas estão aqui presentes e amam-te. Eu, a Lúcia e o Henrique. Por isso, se confiaste dessa maneira quer dizer que ele é uma pessoa estrondosa e que te ama imenso.
-Mas claro, nós ficamos receosas. Quando fomos ao Colombo e disseste “Esbarrei contra o Ruben Amorim e o David Luiz!!”, parecias aquelas miúdas pequenas quando damos um chupa-chupa grande, s olhos brilham e quase se babam todas, e ao fim de um mês disseste “Namoro com o David”. Ficamos, como o Ruben disse, confusas.
-Não é bem confusas, é mais, “What the Fuck?” – Disse a Cátia. Toda a gente se ria na sala com o que ela tinha acabado de dizer.
-Foi mesmo isso. Foi mesmo “What the fuck?”. Vês? Acabamos sempre por arruinar o nosso lindo discurso – dizia a Lúcia ao mesmo tempo que tentava não se rir. – Mas pronto…
-Mas sabes, quando cheguei a casa, depois de me dizeres isso, lembrei-me das palavras que disseste. “Namoro com o David”. Não utilizaste o nome “David Luiz”, logo aí percebi que havia qualquer coisa diferente. Outra coisa que me despertou atenção foi que apenas tinha passado um mês e tu não és daquelas pessoas de namorar com outra assim ao fim de um mês logo, passava-se algo mesmo muito estranho. Mas o melhor, foi quando me lembrei dos teus olhos que brilhavam cada vez que falavas dele, de como ele era, das surpresas que te fazia, das mensagens que te enviava, de como ele era amoroso. Percebi que amavas ele. E tu, sentires isso ao fim de um mês… Tinha que ser amor.
-Exactamente, nós que te conhecíamos percebemos que estavas com ele por causa do amor. Do amor que sentias por ele e não porque ele era rico, ou porque tinha caracóis ou até porque era jogador do Sport Lisboa e Benfica, coisa que até te orgulhas muito mas sabíamos que não era por isso. Sempre ouvimos outras pessoas, revistas cor-de-rosa e outras espécies de gente insuportável a dizer que estavas com ele por essas mesmas razões, que não passavas de uma rapariga inocente. A tua resposta para isso era “Eu Amo o David, nem que ele fosse pedreiro. Agradeço a Deus todos os dias por ter posto ele no meu caminho e não é por ele ter melhorado a minha vida financeiramente, que o fez, mas sim por ele ter mudado a minha vida completamente e agora me sentir completa, feliz e a mulher mais feliz do mundo ao lado do homem mais perfeito do mundo”.
-Por isso meu amor, só queremos o teu bem e sabemos que só serás feliz ao lado do David, por isso, desejam-vos uns setenta anos de casamento pelo menos…
-Por este caminho, uns dez filhos e muita felicidade.
Mal elas tinham começado o discurso eu já chorava, já sabia como era. David estava agarrado a mim e limpava-me algumas lágrimas, tentado “salvar” a minha maquilhagem mas já estava arruinada. Quando elas acabaram dei-lhes um abraço enorme. Agradeci-lhes por tudo, não só pelo discurso mas pelas amigas que tinham sido ao longo dos anos e isso sim, era importante.
O almoço tinha acabado, Jonathan veio ter comigo.
-Vamos tirar as fotos?
-Mais!? – Perguntava David, percebi que já estava meio desesperado.
-Claro, vamos. Não reclames amor, quero ter muitas fotos deste dia para mostrar aos nossos filhos.
-Vamos lá então.
-David, diz a toda a gente que vamos tirar fotos e que não é preciso ir todas ao mesmo tempo.
-Porquê eu? Diz você… Ainda tenho muita emoção acumulada…
-E como é que achas que eu estou? Nunca tinha chorado tanto num casamento. Impressionante! Mas pronto, eu vou lá dizer.
Depois de darmos a informação dirigimo-nos para o lugar onde íamos tirar as fotos com as famílias. Era mesmo por trás da vista para o mar o que ficava lindo. Eram dois os fotógrafos e um estava mais atrás e outro mais à frente, depois de ter sido todas as famílias tiramos as nossas fotos juntos, só os dois. Depois foi com os nossos padrinhos, as nossas madrinhas, os nossos pais e outras pessoas mais próximas. Finalmente, quase uma hora e meia depois voltamos para a tenda. Já eram seis horas, não podia acreditar que o dia estava correr tão depressa. Voltamo-nos a sentar, já estava cansada de estar em pé. Um dos inconvenientes de estar grávida, cansamo-nos depressa. Já me doía as costas, os pés, queria descansar um pouco mas Jonathan fez o favor de isso não acontecer. Vi ele a subir para o palco, já sabia que vinha aí coisa.
-Pedia ao mais casal mais lindo para virem a pista de dança, dançarem a “Dança dos noivos”.
David sorriu e agarrou-me na mão, eu sorri-lhe e levantei-me da cabeça. Embora as minhas costas já me tivessem a matar e os meus pés também, queria dançar com David, era a nossa primeira dança de Marido e Mulher. Fomos para o centro da pista de dança e o DJ pôs uma música linda, dita como a nossa música. “Nickelback – I’d come for you”. Tínhamos dançado aquela música quando tivemos no Brasil, num bar perto da casa dele. Eu adorava esta música há muito e quando a ouvi lá no Brasil não resisti em pedir ao David para dançar comigo. Éramos os únicos a dançar aquela música mas era linda, a letra então, maravilhosa. Lembro-me de estar agarrada a ele e de estar a cantar baixinho no seu peito. Foi um momento perfeito, como nos filmes e ia acontecer o mesmo aqui.
-Foste tu não foste?
-Sim, esta é a nossa música, lembro-me do dia do bar como se fosse ontem. Olha para mim. – Ele agarrou no meu queixo e puxou para cima até os meus olhos estarem colocados nos dele  – Eu amo você.
Deu-me um pequeno beijo e começamos a dançar, a meio da música encostei a minha cabeça ao peito dele e comecei a cantar baixinho, tentei não chorar, não por tristeza mas sim porque aquele momento parecia de um filme, estava mesmo a ser perfeito, todo o casamento, todos os segundos passados ao lado do David, apenas perfeitos. Alguns casais começaram a entrar também para dançar e quando a música acabou todos aplaudiram.
-Amor, estou muito cansada, vou só trocar de roupa e já venho.
-Precisa de ajuda?
-Não, a Moniqué e as minhas madrinhas vão comigo. Diverte-te.
-Ok meu amor. Até já, volta depressa. – Deu-me um beijo na testa e fui para junto da Moniqué.
-Moniqué, achas que posso trocar de vestido.
-Ia dizer-te isso à bocado, mas estavas tão feliz, tão linda que não queria estragar o momento.
-Não estragavas nada! Vamos?
-Claro…
Moniqué levou-me para uma sala da mansão da quinta, Lúcia e Cátia vinham atrás de mim. O vestido que tinha escolhido ainda era muito pesado e com o peso dos bebés, que aos quatro meses já era algum, tornou-se complicado. Já para não esquecer a minha grande ideia de usar sapato-alto. Despi o vestido e vesti o outro também com muito cuidado. Não podia estragar uma única peça deste dia. Todo este processo demorou cerca de vinte minutos. Calcei também umas sandálias creme. O vestido também era creme mas lindo, só com uma alça e comprido mas muito simples e leve. Notava-se a barriguita pequena mas que para mim era enorme. Voltamos a entrar na tenda e todos ficaram a olhar para mim, como a reacção que tive quando comecei a andar na passadeira. David veio ter comigo logo assim que me viu.
-Está linda.
-Obrigada meu anjo.
-Melhor meu amor, você está sempre linda.
-E tu, és perfeito. Poderia eu algum dia ter encontrado alguém assim tão perfeito como tu?
-Não sou perfeito. Tenho muitos defeitos.
-Eu amo-os a todos. Para mim, és a criatura mais perfeita a face da Terra.
-Tu é que és minha flor.
-Ok, já acabou as mariquices – interrompia Jonathan – Está na altura da noiva lançar o bouquet para depois passarmos à verdadeira festa.
-Já? Que bom! Estava desejosa que esse momento chegasse.
-Porquê?
-Quero ver quem vai ser a próxima noiva.
-Estou para ver isso meu amor.
-Vá Catarina vamos lá!
Fui atrás de Jonathan e ele chamou todas as mulheres solteiras para a pista de Dança.
-Catarina pronta?
-Prontíssima!
-Então vamos lá, em 3, 2, 1, manda! – Mandei o bouquet, tentei mandar para longe e quando me virei não quis acreditar.
-Inês! Vais-te casar com quem?!
-Não sei amiga. Mas obrigada! – Olhei ligeiramente para o lado e tentei seguir o seu olhar. Olhava para Ruben.
-O…
-Pshiú! – Interrompia-me ela.
-Óh Amiga! Que bom!
-Cala-te pá!
-Estou caladinha. Fui ter com David, agora ia começar a verdadeira festa. Muita dança, portuguesa e brasileira, uma junção de culturas que se tornou numa verdadeira salganhada. Mas sem dúvida o ponto alto da tarde-noite foi ver o David a ensinar ao meu pai como dançar. Sem dúvida, algo maravilhoso. Todas as pessoas se riam, o meu pai já estava um bocadinho quente, o habitual, o que me fazia rir bastante. O meu tio então estava agarrado À minha madrasta a tentar não cair de tanto rir. As “melgas”, como David chamava aos fotógrafos, continuavam a tirar fotos até que pararam e começaram a colocar algumas na parede. Eu ia ficar com todas as fotos do casamento, já estava acordado com o preço que tínhamos negociado, mas com tantas fotos que eles tiraram não sabia onde ia guardar aquelas fotos todas! A noite avançava e Jonathan abriu o Buffet, que tinha tudo, desde lagosta até camarão, de leitão até salada russa, de Torta de Chocolate até Sericáia de Ameixas de Elvas, de melão a frutos tropicais. Tinha de tudo! Até uma bancada de queijos. Depois de jantarmos fomos distribuir as pequenas lembranças, para as mulheres uma pequena rosa vermelha, para os homens uma mini garra de licor do Amor, os mais pequenos uma espetada de gomas. Depois de corrermos todas as mesas, Jonathan pediu para nos reunirmos lá fora, eu e o David fomos em último, não fazíamos a mínima ideia do que se passava. Quando chegamos lá fora estava, na zona onde nós tínhamos tirado as fotos, atrás da vista para o mar, um balcão com o bolo da Noiva. Tinha três andares e era branco com flores cremes. Os “noivinhos” era um noivo com uns calções do Benfica e uma noiva vestida da forma que fui agarrar o bonequinho pela gravata e com um bouquet branco e vermelho igual ao meu. Já para não falar que o noivinho tinha o cabelo do David. Começou a dar a música Eros Ramazzotti e Anastacia - I belong to you. Fomos cortar o bolo, ele agarrou na minha mão que estava agarrar na faca e cortamos uma fatia. Tirei um bocado com o garfo e ele fez o mesmo e dêmos à boca um do outro.  Quando ele me deu à boca o bolo, atrás de nós, a uns bons 7 metros, começa um fogo-de-artifício lindo. Ele deu-me um beijo, romântico, e quando acabou agarrei num bocado do creme do bolo e pus-lhe na bochecha.
-Hey, então? Eu dou-lhe beijinho e você me suja?
-Anda cá e eu limpo. – Dei-lhe um beijo e aquilo lá saiu.
-Sendo assim pode-me sujar mais, está à vontade.
Jonathan veio para perto de nós já com o champanhe aberto e duas garrafas, deixou em cima da mesa e foi-se embora. Atrás de nós ainda havia o fogo-de-artifício, luminoso e lindo. O David encheu os copos e deu-me para a mão um copo. Entrelaçamos os braços e bebemos o champanhe. Ouvimos palmas e um estoiro enorme, quando olhamos para o céu estava luminoso também. O Fogo-de-artifício vermelho, branco, azul, verde, de todas as cores iluminava os céus. O Momento era lindo, maravilhoso. O melhor do mundo. Depois do fogo que ainda demorou uns bons cinco minutos, duas pessoas vieram cortar o bolo para os convidados. Recebi parabéns de toda a gente mas a única pessoa que estava de parabéns era o Jonathan.
-Jonathan, estava tudo maravilhoso. Obrigada, muito obrigada! Vou ficar agradecida para o resto da minha vida. – Dei-lhe um abraço. Jonathan tinha sido um grande amigo, mesmo grande. Para além disso, tinha feito o casamento da vida de qualquer mulher.
-De nada Catarina, tenho que te dizer que me deu um prazer enorme fazer este casamento. Vocês os dois são impressionantes. Merecem isto e muito mais!
-Obrigada Jonathan. Muito obrigada. Foi tudo muito lindo – Disse David enquanto abraçava Jonathan.
-Este foi, sem dúvida alguma, o casamento mais bonito que alguma vez fiz. Mas agora, está na altura de irem, não é David?
-Que horas são?
-22 horas.
-Então, vamos lá!
-Onde? Agora? Não pudemos!
-Claro que podem. As malas estão lá atrás. Os convidados ficam mais um bocado. Temos Karaoke, noite de discoteca e mais comida e bebida para todos. Para além disso, o Hummer foi alugado para o dia, se houver muitas bebedeiras vão todos lá e eu faço de motorista.
-Anda meu amor, vamo-nos despedir.
-Está bem então. Mas… Para onde vamos?
-Surpresa!

publicado por acordosteusolhos às 22:48

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